O Novo "Funil" de Vendas
- Felipe Abramides
- 27 de abr.
- 2 min de leitura
Atualizado: 28 de abr.
Durante muitos anos trabalhamos com a lógica do FUNIL de vendas linear, na forma de um triângulo invertido: Atrair, Converter, Nutrir, Vender e Fidelizar"
Até certo ponto previsível, mensurável e controlável.
Mas esse modelo já não explica a realidade do comportamento atual do consumidor.
Hoje, o funil deixou de ser uma linha para se tornar um ciclo contínuo — mais próximo de uma ELIPSE infinita. E isso muda tudo.

Na prática, o cliente não “entra” mais no funil e segue um caminho previsível até a compra. Ele orbita. Ele entra, sai, compara, volta, abandona, reconsidera. Existe uma força centrífuga constante atuando nesse processo: a abundância de informação, a multiplicidade de canais e a concorrência cada vez mais sofisticada. O consumidor está sempre a um clique de distância de outra opção — muitas vezes melhor, mais barata ou mais conveniente.
Ao longo da minha trajetória, principalmente em momentos de crescimento e estruturação de times, uma coisa ficou clara: o maior desafio deixou de ser vender — passou a ser manter.
E é aqui que entra uma mudança de mentalidade fundamental: o mais importante não é vender MUITO, mas vender SEMPRE.
Marcas que ainda operam com mentalidade de funil tradicional tendem a superinvestir em aquisição e subestimar o custo — e a complexidade — da retenção. E é justamente aí que está o risco. A fidelização está mais frágil do que nunca. A lealdade não é mais um estado, é uma decisão contínua do cliente.
Por isso, o novo modelo exige uma mudança de foco:
- Atração continua importante, mas está mais cara e disputada
- Conversão exige mais contexto e personalização
- E retenção se tornou o principal campo de batalha
O cliente precisa perceber valor constantemente. Não basta entregar o produto ou serviço — é preciso sustentar a relevância ao longo do tempo. É isso que transforma um cliente em recorrência, e eventualmente em embaixador.
Nesse novo desenho, Marketing, Vendas e Customer Experience deixam de ser áreas isoladas e passam a operar como um sistema integrado, orbitando o mesmo objetivo: manter o cliente dentro desse ciclo.
Porque, no fim, a pergunta deixou de ser “como eu vendo mais?” e passou a ser:
“como eu continuo sendo a melhor escolha?"
Essa é a nova lógica. E ela não é linear. É dinâmica, contínua e, principalmente, muito mais desafiadora.
Coisas boas que saem de conversas com gente que faz pensar, né Leonardo David
obs.*: importante citar que eu não inventei o tema, tenho lido a respeito e somente elaborei mais no assunto 😉



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