Mudar dói, estagnar mata!
- Marcus Leite
- 15 de abr.
- 3 min de leitura
O relato de um executivo

Durante muitos anos da minha vida profissional, fui testemunha de um processo doloroso, lento e silencioso: a estagnação de uma empresa que um dia foi referência no mercado. Vi de perto sua estrela se apagar e, pouco a pouco, os concorrentes tomarem a dianteira.
Esse processo se parecia com uma doença grave: começa afetando um único órgão e, se não tratada a tempo, contamina todo o corpo até levá-lo à falência. No nosso caso, o primeiro sintoma foi a perda de novos clientes. Perdemos o brilho, a diferenciação, e já não éramos atrativos. O discurso comercial, antes inovador, agora era apenas mais um entre tantos no mercado.
Isso afetou diretamente o moral da equipe de vendas. Houve tentativas de reação – muitas. Diversos gestores vieram e se foram, deixando boas intenções ou propostas ineficazes, muitas vezes sequer ouvidas. A partir daí, instalou-se um ciclo vicioso que foi contaminando os demais departamentos. O ar foi se tornando pesado, a energia se dissipando. Era visível, era palpável: estávamos doentes.
Entre processos burocráticos, estratégias míopes e produtos genéricos, tínhamos colaboradores desmotivados, reduzidos a tarefeiros. Pensei muitas vezes em sair. Mas havia algo mais forte: um senso de dever, um tipo de lealdade que me impedia de abandonar o barco.
Eu queria me orgulhar novamente da empresa. Queria olhar nos olhos dos clientes com convicção, sabendo que estava entregando algo verdadeiramente melhor.
Então, em um desses momentos inesperados da vida corporativa, fui deslocado do comercial para assumir a área tecnológica – que incluía gestão de produtos, TI e a Central de Monitoramento. De manhã eu vendia, à tarde eu me sentava na cadeira que tantas vezes critiquei.
Naquela noite, energizado pelo impacto da mudança, perdi o sono. E ali, entre pensamentos e inquietações, nasceu um plano: mapear, registrar, classificar e corrigir tudo que não fosse produtivo, funcional ou rentável. Eu precisava gerar valor. Para os clientes, para a empresa, para as pessoas.
Fechei-me por duas semanas com pilhas de papel. Sim, papel. Estávamos longe de ser digitais. O ERP era mal utilizado, faltavam licenças, a rede era precária. Mesmo assim, fui fundo: analisei processos, pessoas, indicadores, listas de produtos, falhas, retrabalhos, eficiência da assistência técnica, integração entre áreas. Tudo.
Desenhei um plano de reestruturação com potencial de impactar toda a empresa. Pela primeira vez, fui ouvido em silêncio. O plano foi aprovado. Mas o orçamento, claro, era mínimo.
Montei uma estratégia com marcos de curto prazo. Precisava reconquistar as pessoas, fazê-las acreditar no projeto. Aqueles que confiaram tornaram-se meus escudos – e juntos iniciamos o mais complexo projeto de transformação da companhia.
Redesenhamos nossa matriz tecnológica. Encontramos os parceiros certos e os tornamos aliados estratégicos. Capacitação técnica virou prioridade: precisávamos estancar a sangria da assistência técnica. Com isso, passamos a entregar projetos mais sofisticados, feitos sob medida para os clientes. Deixamos de ser prateleira – nos tornamos uma boutique de soluções.
Criamos uma área de P&D evolutiva, dinâmica e criativa. Promovemos e aprimoramos a TI investindo em pessoas, infraestrutura e sistemas. A Central de Monitoramento foi reestruturada e se transformou em uma Central de Comando e Controle capaz de integrar pessoas, processos e sistemas onde todas as soluções ofertadas comunicavam. Nada podia estar fora da matriz tecnológica. Quanto mais integração, maior o valor percebido pelo cliente.
Providencialmente a empresa também vivia um momento de transição. Um novo presidente assumiu, uma nova diretoria se formou. E com ela, vieram muitas mudanças fundamentais em outros departamentos que impulsionaram ainda mais a nossa transformação.
Voltamos a vender. Ganhamos clientes exigentes. Vencemos licitações públicas. Reconstruímos nossa imagem, sem perder essência nem gente. Respiramos aliviados. Voltamos a ter orgulho do crachá.
Mudar dói, estagnar mata!
Na Verian, essa é a energia que levamos para os nossos clientes: transformação com propósito. Porque estagnar não é opção.
Ajudamos empresas a se reorganizarem, se digitalizarem e crescerem de forma sustentável, com foco em eficiência e geração de valor sem perder seus valores.
Se você sente que sua empresa parou no tempo, ou perdeu sua essência, talvez o que você precise não seja mais um sistema, e sim um plano de transformação real. Com começo, meio e conquista.
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